domingo, 13 de julho de 2008

Fusca, fusca, fusca!!!!




Tão bacana essa história de quando a gente escuta sempre falar de alguém mas de alguma forma essa pessoa parece próxima ou, sei lá, parece "fácil", assimilável.

Eu sempre ouvi histórias de um personagem do teatro, um personagem estrangeiro que povoava o imaginário de muitos atores. Alguns apaixonados, outros temerosos, desdenhosos, ansiosos e tudo o mais possível. Mas eu nunca liguei pra isso e sempre o confundi com outro do mesmo nome. Acho que isso foi bom, foi bom mesmo. Agora que nos encontramos é tudo tão tranquilo, como se a água do rio corresse mata adentro.
Número 01: imediatismo
Número 02: tranquilidade
Número 03: possibilidade
Número 04: respiração
Número 05: desenvolvimento
Número 06: contenção
Número 07: o que eu mais gosto, termino com ele - naturalidade
Todo mundo sabe que sempre quis ter um fusca!!!! Kkkkkkk...

Núúúú


Peraí: quando eu criei esse blog eu falei que ele era sobre máscaras tbm??? Putz...
Algumas vezes me sinto assustada. Quando percebo já caí. E quando caio me acostumo com o chão. O problema é que o susto me faz perder o chão.

domingo, 6 de abril de 2008

Maria Betânia e Omara Portuondo




Não escrevo aqui há muito tempo. A falta da internet em casa me afastou do blog. Mas depois a internet voltou e as palavras estavam cansadas, como eu estou. Mas hoje é domingo e na última sexta feira passei por um momento de um encontro com o divino que só a arte nos leva: o show de Maria Betânia com Omara Portuondo.
Cortina fechada inicia-se a música e já encontramos Minas."Debulhar o trigo..." Nossa. Abrem-se as cortinas e desuda-se o palco estrondoso do querido Grande Teatro do Palácio das Artes com a banda partida em dois lados. Na direita Betânia e na esquerda Omara. Retornos coloridos, chão com proteção para os pés descalços de Betânia. À partir daí uma sucessão de emoções me tomam em todas as direções. Páro de respirar, choro como uma criança, rio, lembro, sinto calores, meus pés coçam com vontade de subir ao palco e ficar ao lado dessas duas cantoras/atrizes.
Me sinto tão pequena frente a força e a sinceridade de cada uma delas.
Me sinto tão privilegiada por poder compartilhar desse momento de louvor ao presente. A arte de palco é um louvor ao presente.
Não posso falar das canções que as duas entoaram ou das suas interpretações. Posso falar do meu esturpor, da minha boca seca, do meu palpitar infinito durante aquelas duas horas.
Omara é linda. De um carisma e de uma alegria que só os velhos são capazes. Sua voz e sua presença de palco demonstra a intimidade construída em toda uma vida.
Betânia é...
Betânia é maravilhosa.
Escuto Betânia desde muito cedo e sempre sonhei em ir à um show dela. Mas o que vi naquela palco foi muito além de tudoo que tinha pensado. É de uma verdade gritante.
Ela é de uma força contrangedora, de uma luz, uma calma, doce, doce, como o canto de Oxum...
Betânia é mulher certa. É, é isso mesmo, ela é mulher certa. Ela é artista certa.
Não posso falar mais nada só destacar que esse foi um dos momentos mais divinos da minha vida, uma das coisas mais lindas que vi, uma das experiências mais fortes que vivi, umas horas tão desconcertantes que foram jogadas diretamentes para o meu inconsciente e a noite sonhei com aquele palco novamente. E sempre vou sonhar.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Instinto musical



É tão bom quando estamos pensando que conhecemos alguém. Mas o melhor mesmo é conhecer alguém que contradiz o que você acha dessa pessoa e descobrir que seus instintos, que você renegava mas estavam lá, estão completamente certos.

Instintos servem pra nos sinalizar sobre algo que sua consciência nega mas que é o óbvio.

Sobre a canalhice masculina o grito dos instintos é incansável. Mas o coração logo faz um conchavo com a cabeça e toca uma música no último volume, para que fiquemos surdas ao desesperado instinto que exige atenção. Mas a música sempre sucumbe ao silêncio e eis que surge, triunfante, o grito do lugar desconhecido. Algumas vezes ele cobra o preço do esquecimento e sofremos demais. Outras vezes é bondoso e apenas sorrimos de nossa inocência.

Hoje sorrio de minha inocência. Tenho que aprender que por detrás da melodia principal há todo um campo harmônico com outras notas, subdominantes, mas tão importantes (e determinantes também) como a tônica de uma sucessão de sons.

Os homens nunca são o que pensamos deles, nunca são a tônica de uma música. Terças, quintas, subdominantes... O problema é que a ligadura, que une nossa nota a deles, pode se tornar um staccato quando menos se espera. Muda a dinâmica Maestro! Intervalos dissonantes...

Começamos allegro, vivace, para larghetto, largo... D.c.?

Só tenho encontrado homens dodecafônicos, Shoenbergs mesmo. Quero Mozart agora, certinho e feliz, com uma bela fermata ao final...

Bôbos?

O conhecimento é essencial. Principalmente quando só a gente sabe que sabe....

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Lados opostos, caminhos fáceis, mesmo autor de vários personagens

Ainda bem que a vontade de escrever supera a vontade de aparecer....